Viação São Geraldo será extinta e substituída pela Gontijo

Integração - São Geraldo e Gontijo

Integração – São Geraldo e Gontijo

Os ônibus que transportam passageiros com o nome de São Geraldo não serão mais vistos pelas rodovias brasileiras. De acordo com o grupo Gontijo, que administra a companhia rodoviária, a extinção de umas maiores auto viações de Minas Gerais é uma questão de tempo. A intenção é migrar as linhas operadas pela viação São Geraldo para a Gontijo, como manobra para tentar ampliar a estrutura rodoviária, oferecida pelo grupo que detém as duas marcas. A integração ocorrerá gradativamente, sem prejudicar os itinerários e embarques dos passageiros. A mudança só foi confirmada depois que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concedeu autorização para a operação de incorporação, através de uma publicação da Resolução 4.845. O aval abriu caminho para que o grupo Gontijo tornasse a transação das linhas oficial.

Apesar de ser tradicional em todo o estado mineiro, a viação São Geraldo já vinha operando em formado de parceria com os ônibus da Gontijo. A transferência permite que a razão social da Cia. São Geraldo de Viação passe para Empresa Gontijo de Transportes, migrando todo a corporativo, ativo e passivo, linhas em operação, frota, funcionários e estrutura física. Assim, os trabalhadores da São Geraldo serão transferidos para a nova empresa. Essa foi a solução que o grupo rodoviário encontrou para melhor aproveitar a estrutura e a frota composta pelas empresas administradas. Com a integração, as operações dentem a aumentar, porém, a expectativa é de que os custos sejam minimizados. O grupo também defende mais comodidade ao usuário, que encontrará todos os serviços disponibilizados em uma única auto viação.

A São Geraldo permaneceu sobe o comando da Gontijo desde 2003. De lá pra cá, vários veículos foram transferidos para atender o fluxo rodoviário de ambas as empresas. O problema é que com a crise econômica, os embarques diminuíram e os custos passaram a sobrecarregar as finanças das empresas. É por isso, que além da incorporação, a Gontijo espera aquecer a venda de passagens de ônibus com as festas de final de ano, para equilibrar o prejuízo dos últimos meses. Por enquanto, a viação Nacional, também subsidiaria do grupo, continuará operando normalmente.

Fusão entre a viação São Geraldo e Gontijo garante liderança

Viação Gontijo e São Geraldo pertencem a mesma empresa.

Viação Gontijo e São Geraldo pertencem a mesma empresa.

Um acordo de integração entre as linhas rodoviárias oferecidas pelas companhias de ônibus São Geraldo e Gontijo está garantindo boas disputas financeiras com uma velha conhecida das regiões Sudeste, Norte e Nordeste. Famosa por operar em linhas interestaduais desde a década de 70, a viação Itapemirim passou a ter uma incômoda concorrência em vários trechos já oferecidos por ambas às companhias até municípios de Minas Gerais e outros Estados. Sediadas em Belo Horizonte, ambas as auto viações correspondem boa fatia das passagens rodoviárias adquiridas no Brasil. Segundo levantamento feito por uma conceituada revista do setor, a viação São Geraldo e Gontijo já estavam entre as três empresas mais ativas do setor, há mais de 10 anos.

Na época, as companhias rodoviárias saboreavam o segundo e terceiro lugares, abaixo da Itapemirim, que tinha oficialmente mais de 10% da participação no número de passageiros por quilômetro transportado. Por lei, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) obriga que a empresa de transporte de passageiros interestadual pode ter, no máximo, 20% do mercado nacional. Com a fusão, a soberania entre as linhas federais atingida pelas duas empresas passou a registrar mais de 14%, superando a viação “amarelinha” também na participação sobre a frota, já que a as duas juntas somam mais de 2 mil ônibus rodoviários, capazes de transportarem 8 milhões de passageiros por ano.

Incorporação Milionária
Em 2002, o grupo 1001 fez um investimento milionário para poder contar com as operações da viação Cometa. Na ocasião, foram desembolsados R$ 135 milhões, a maior incorporação entre duas empresas do setor de transporte rodoviário no Brasil. A fusão garantia uma receita líquida superior a R$ 200 milhões. Os valores estão bem mais abaixo do que a São Geraldo gastou para se unir definitivamente a Gontijo. Hoje a companhia Cometa, ao lado de outras empresas do setor faz parte do Grupo JCA.

São Geraldo
Fundada em 1949, em Caratinga, leste de Minas, com o nome de Rodrigues Teixeira & Cia. Ltda., a viação São Geraldo tem uma frota de 800 ônibus para transportar mais de 3 milhões de passageiros ao ano,  por 150 linhas rodoviárias de 17 Estados, mais o Distrito Federal , rodando todos os anos 110 milhões de quilômetros.

União da viação São Geraldo com Gontijo supera concorrência

Viação Gontijo arca com dívida milionária.

Viação Gontijo arca com dívida milionária.

A união entre a viação São Geraldo e a Gontijo Transportes está desbancando operações rodoviárias de fortes concorrentes, como é o caso da viação Itapemirim. Graças à aquisição feita pelo grupo da Gontijo, conhecida por atuar em linhas interestaduais entre São Paulo e Minas Gerais, além de estar presente em Goiás e na Bahia, colocou as atividades das duas auto viações no topo do ranking das maiores empresas de transporte rodoviário do país. Ambas as empresas estão sediadas em Belo Horizonte, e já possuem importantes conexões entre municípios do estado mineiro com outras paradas pela região sudeste do Brasil. Tida como a maior negociação da década, a incorporação da Cometa pelo Grupo 1001 custou aos investidores mais de R$ 130 milhões, no começo de 2012.

O negócio milionário previa receita líquida de no mínimo R$ 202 milhões. Valor inferior aos números envolvendo a negociação entre as duas companhias de ônibus mineiras. Segundo levantamento divulgado pela revista Transporte Moderno, há mais de 10 anos, a companhia São Geraldo e a viação Gontijo haviam se classificado entre as três maiores empresas do setor no Brasil, ficando apenas atrás da poderosa Itapemirim. Além da máquina de fazer dinheiro, as duas viações também são verdadeiros imãs de transportar passageiros. Em média, ambas levam mais de oito milhões ao seu destino, anualmente. As duas frotas rodoviárias somam mais de dois mil veículos modernos.

De acordo com a norma estipulada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma empresa de transporte interestadual não pode operar com mais do que 20% das linhas disponíveis no território nacional. Para se ter uma ideia, só a Itapemirim tem 12,10% de participação no número de passageiros por quilômetro transportado, a frente da São Geraldo com 7,87% e da Gontijo com 6,64%. A “amarelinha” já representava desde 2001, 9,07% de todos os veículos rodoviários em circulação, número inferior se somado com a frota das duas empresas rodoviárias de Minas Gerais. Para poder fechar o negócio, a viação Gontijo teve que arcar com uma dívida de a 44,45% do ativo total, no valor de R$ 303,547 milhões, deixada pela São Geraldo.