Viação Itapemirim vende 40% da frota e se desfaz de 68 linhas

Crise Financeira atinge setor rodoviário.

Crise Financeira atinge setor rodoviário.

A crise financeira está tornando os dias de uma das maiores empresas rodoviárias do Brasil mais difíceis. Com intenção de salvar um pouco do que restou, a auto viação Itapemirim arriscou vender cerca de 40% dos seus ônibus rodoviários, além de abrir mão da operação de mais da metade de suas linhas interestaduais para outra companhia de ônibus, fundada pelo mesmo empresário, em Cachoeiro de Itapemirim. No total, das 118 linhas rodoviárias da “amarelinha”, 68 foram repassadas para a viação Kaissara, ou seja, 57% da fatia de mercado de atuação monopolizado pela Itapemirim, nas últimas décadas. Entre as linhas mais importantes estão os trajetos entre o eixo rodoviário Rio-São Paulo, além de Cachoeiro de Itapemirim ao Rio, e São Paulo a Curitiba.

Com a diminuição na procura pela compra das passagens rodoviárias, as auto viações brasileiras vêm enfrentando muita dificuldade com o aumento nos custos de operação, originados na compra dos pneus, combustível, pedágio e manutenção, enquanto as gratuidades são expandidas e o reajuste no valor dos bilhetes rodoviários não acompanha as despesas. A companhia Kaissara vai operar com 271 ônibus que eram da Itapemirim, além de assumir todas as obrigações trabalhistas de pelo menos mil funcionários que atuavam nas respectivas linhas transferidas. Numa tentativa de salvar a empresa, a fusão com os serviços da empresa Kaissara ajudariam a atrair novos investidores dispostos a creditar em uma nova marca.

Apesar disso, o chefe de operações da empresa rodoviária afirma que no momento as duas empresas trabalharam individualmente, como se fossem concorrentes. Segundo a Itapemirm, a Kaissara ficará integralmente responsável por regular o cumprimento do contrato vigente, respondendo por todo o passado, após a aquisição de parte significativa das 68 linhas rodoviárias. A transportadora ainda afirma que nenhum trabalhador seja prejudicado com a mudança, que é a migração foi pensada para garantir a manutenção de todos os cobradores e motoristas da Itapemirim, que hoje só atenderá 50 rotas rodoviárias. Apesar de afirmar que o número de linhas concedidas à viação parceria representa apenas 40% da frota da Itapemirim, sindicatos acreditam que a mudança chega a impactar em 80% no montante de veículos dispostos pela viação.