Terminais são liberados e companhias de ônibus voltam a operar

ônibus rodoviários operam novamente

Companhias de ônibus que operam nos terminais Parque Dom Pedro II e Bandeira, na Capital do Estado Paulista, estão liberados para transportar passageiros do transporte público depois do espaço ser tomado por manifestantes, há mais de 2 meses. O grupo formado por estudantes e moradores da região passou pelo local em direção a Câmara Municipal e a Prefeitura de São Paulo, usando o acesso dos viadutos Chá e Jacareí. Informações fornecidas pela SPTrans, uma empresa do setor rodoviário que cuida das operações de ônibus da cidade apontam que a aglomeração das pessoas surgiu em uma das alas da rodoviária, onde está instalada a sede do Sindimotoristas –  Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus da capital.

Por causa do acontecido, pouco mais de 70 linhas precisaram mudar o trajeto para atender a população. Parte do percurso foi desviado e as empresas de transporte acabaram pegando aproximadamente três quilômetros de congestionamento. Na rodoviária Sacomã, a empresa de ônibus responsável pela maioria das linhas, a Expresso Tiradentes, suspendeu as viagens. O local não dava aos motoristas alternativas para realizar o embarque. Aos poucos, os manifestantes foram se dispersando e o ritmo voltou ao normal. Entre as reivindicações que motivou os protestos, está à mudança da lei 13.207, para que a presença do cobrador nos expressos seja obrigatória. Protestantes apresentaram um abaixo-assinado para os vereadores e pediram mais rigor e modificações nas investigações da CPI dos Transportes, no Sindicado dos Motoristas.

Apesar do movimento se concentrar nas rodoviárias, a SPTrans não acredita que o local seja o alvo principal pelas manifestações. Pela manhã, um pequeno grupo de opositores ao governo tumultuou os arredores do terminal rodoviário Parque Dom Pedro usando carros de som para proibir a passagem dos trabalhadores do sindicato induzindo-os ao protesto livre. Em nota oficial a imprensa, o Sindimotoristas não se mostrou favorável ao acontecimento. Segundo a entidade, o grupo foi oportunista ao se aproveitar dos funcionários para realizar manobrar que não é permitida pelo Estatuto e apenas privilegia o interesse de uma minoria. Nos próximos dias a sede do Sindicato vai eleger a nova diretoria.