JSL Logística pede reintegração de 170 ônibus à viação Kaissara

viacao-itapemerimA viação Kaissara terá de devolver os 170 ônibus rodoviários que foram alugados da JSL Logística. A reintegração de posse foi determinada pela juíza Adriana Bertier Benedito, da 36ª Vara Cível – Foro Central Cível de São Paulo, no dia 18 de maio. Com a decisão na justiça, a JSL Logística espera recuperar os veículos prestados a maior parte a companhia Itapemirim, no ano passado, para operação em linhas interestaduais. A juíza proibiu que a reintegração ocorresse enquanto os ônibus estiverem transportando pessoas. A JSL alegou na ação não receber os alugueis dos ônibus na data prevista, e ainda revelou que a companhia Kaissara estava atrasando impostos estaduais referentes aos veículos, o que poderia ocasionar em restrições para obtenção de linhas de crédito e financiamento de equipamentos voltados ao setor. Poderá haver intervenção policial, caso a reintegração não seja amigável.

Viação Itapemirim está em recuperação judicial

A Justiça do Espírito Santo aceitou o pedido de recuperação judicial da Itapemirim no dia 18 de março. A viação teve 60 dias para apresentar um plano de recuperação, com risco de falir, caso isso não acontecesse. Agora aguarda manifestação dos credores para continuar com a concessão de 50 linhas interestaduais, que ainda lhe restam. O processo foi protocolado dia 7 de março, na 13º Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória, e integra as empresas Viação Itapemirim, Transportadora Itapemirim, ITA – Itapemirim Transportes, Imobiliária Bianca, Cola Comercial e Distribuidora e Flecha Turismo Comércio e Indústria.

Crise rodoviária

Contrária a própria decisão, a empresa do Espírito Santo decidiu procurar a justiça ao ver suas dívidas multiplicarem com a atual conjuntura economia vivida pelo país. Fundada pelo empresário Camilo Cola, em 1953, a Itapemirim é considerada a maior e mais antiga empresa de transporte rodoviário do Brasil. Diante dos reflexos negativos da crise, a companhia transferiu mais da metade de suas linhas rodoviárias à viação Kaissara, além de vender pelo menos 40% de sua frota, no ano passado. Atualmente, a empresa só tem 43% da operação de mercado em que operava antes da venda.