Prefeitura quer baixar lucros das viaçoes rodoviarias em SP

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Se depender da prefeitura de São Paulo o lucro das viaçoes rodoviarias que operam na maior cidade do país vai ser menor. De acordo com o prefeito Fernando Haddad, o fim de alguns contratos com companhias de ônibus reacendeu a chance de rever tarifas e negociar novos lucros gerados em comissões. A ideia é promover o debate para que os acordos se tornem possíveis. Até o momento, empresários que administram frotas de veículos públicos estão lucrando pouco mais do que 7% em toda a arrecadação mensal. Apesar disso quando é realizadas melhorias nos ônibus o valor desses lucros chega dobrar.

Foi por causa das manifestações nas ruas e os protestos contra o aumento nas passagens de ônibus e melhores condições nos serviços de transporte público que a prefeitura preferiu cancelar a licitação das empresas de ônibus e das cooperativas. Os contratos somam R$ 46,4 bilhões e correspondem a dez anos de atividade para as cooperativas e outros quinze destinados as companhias de transporte rodoviário. A renovação do contrato para este tipo de categoria que já dura desde ultima década é o que motivou a negociação. Na época a situação do Brasil se encontrava em um ambiente mais favorável.

Segundo Haddad a justificativa para rever os lucros exigidos pelas empresas de ônibus está na taxa de juros cobrada há dez anos. “Na época que o contrato foi assinado era uma época que a taxa de juros estava na casa de 25%. Essa realidade mudou então não podemos aceitar uma taxa de retorno igual aquela do inicio do contrato”, falou em coletiva. Junto com os juros, o número de passageiros e usuários do serviço de transporte público também subiu registrando aumento de 16%. Antes eram 2,5 bilhões de passageiros, agora são 2,9 bilhões todos os anos. A construção de estações de metrô na linha 4 Amarela, sentido Butantã e Luz diminuiu a procura por ônibus entre os anos de 2011 a 2012 em 0,81%. Até agora o prazo para realizar nova licitação está indefinido tão quanto os novos valores que serão negociados como lucro das empresas de coletivos de viagens.