Justiça do ES pode decretar falência à viação Itapemirim

viação ItapemirimA Justiça do Espírito Santo deu prazo de dois meses a viação Itapemirim para apresentar um plano de recuperação judicial sobe as dívidas que tem. Fazem parte do processo protocolado no dia 7 de março, as empresas Viação Itapemirim, Transportadora Itapemirim, ITA – Itapemirim Transportes, Imobiliária Bianca, Cola Comercial e Distribuidora e Flecha Turismo Comércio e Indústria. Se a companhia de ônibus mais antiga do Brasil não apresentar o documento dentro do prazo ou tiver reprova do plano por parte de seus credores, o juiz da 13º Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória poderá decretar falência da empresa.

O prazo para que os credores possam se manifestar e aprovar o plano é de 180 dias. Segundo a auto viação, o prazo estipulado será suficiente para elaborar o plano de recuperação que a empresa precisa para convencer os credores a seguir com as cobranças em frente. O pedido de recuperação judicial comprova que a empresa fundada por Camilo Cola, em 1953, não tem recursos próprios suficientes para quitar suas dividas, já que o Brasil tanto quanto o modal rodoviário do país estão enfrentando uma crise financeira muito instável para ampliação dos empreendimentos. Já com problemas financeiros, no meio do ano passado a Itapemirim abriu mão de 40% de seus veículos e transferiu pelo menos metade de suas linhas em operação para a companhia de ônibus Kaissara.

Com a fusão aprovada pela ANTT, a companhia Itapemirim deixou de operar em 68 rotas das 118 que tinha direito. Com apenas 50 linhas rodoviárias em atuação, a viação passou a trabalhar com apenas 43% de sua capacidade de venda e operação. Com a queda no volume de passageiros, entre os últimos cinco anos, a companhia Itapemirim não foi capaz de suportar a inflação que encareceu o preço dos pneus, combustível, pedágio e das manutenções periódicas em sua frota. Para o diretor de operações da empresa, a falta de reajuste no preço das viagens de ônibus interestaduais e a expansão das políticas de gratuidades (estudantes, idosos) também prejudicou as finanças de uma das maiores empresas de transporte rodoviário do Brasil.