Catarinense faz viagens ao Sul na rodoviária de Embu das Artes

Sul do Brasil

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A partir do segundo semestre de 2015, a rodoviária de Embu das Artes – localizada na região Metropolitana de São Paulo, oferecerá trajetos rodoviários com destinos a várias cidades do Sul do País. As novas linhas interestaduais serão oferecidas pela viação Catarinense, através de uma ampliação de rotas prevista para o início das operações da companhia catarinense. Com a integração, o número de embarques regulares e disponíveis pelas empresas que já atuam no terminal rodoviário aumentará. Antes de a viação chegar, as companhias Reunidas, Real-Tur e viação 1001, Cometa, Gadotti Turismo, Eucatur Turismo, Penha e Viação Itapemirim já comercializam passagens de ônibus com destino a 97 municípios do Sul. A diferença é que agora, as opções de saídas diárias serão maiores.

Por se tratar de centros turísticos, a maioria das cidades integradas nesta rota é procurada durante as férias de fim de ano, para passeios e viagens com a família. A estação rodoviária do município paulista de Embu das Artes pode ser facilmente acessada na Avenida Elias Yazbek, 2484, Centro. O local oferece lanchonete, com cafezinho a R$ 1,50 e salgados no valor de R$ 3,00. Há também um bom restaurante para quem pretende fazer suas refeições antes de viajar. O terminal recentemente construído oferece banco e serviço de táxi, através do Expresso Embuíbe (táxi-vans), pelo telefone (11) 4781-1906.

Confira alguns dos novos trajetos de ida e volta oferecidos pelos ônibus da Catarinense, na rodoviária de Embu das Artes:

  • Blumenau, SC: quinta-feira, às 20h55;
  • Brusque, SC: todo dia, às 21h25, domingo, às 20h55;
  • Florianópolis, SC: diariamente, às 12h10, 18h10, 20h40 e 23h25; sexta-feira e domingo, às 17h10;
  • Itajaí, SC: todo dia, às 22h10;
  • Jaraguá do Sul, SC: terça-feira, às 20h55;
  • Lages, SC: todo dia, às 19h40;
  • Rio do Sul, SC: todo dia, às 20h25, segunda e sexta-feira, às 20h55.

Viação 1001 tem de regularizar embarque de Cabo Frio a Niterói

Museu Niemeyer em Niterói.

Museu Niemeyer em Niterói.

O tempo de espera entre os ônibus rodoviários da viação 1001 que ligam a cidades cariocas de Cabo Frio a Niterói, não deve ultrapassar 60 minutos. Essa é a determinação que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro obteve por meio de uma liminar. O documento obriga que a auto viação cumpra os embarques da rodoviária Novo Rio, para determinada rota, com intervalos de até uma hora. Ajuizada pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte de Niterói, a medida tem validade para todos os coletivos enquadrados na classe A, ou seja, aqueles que não possuem roleta. Através de um inquérito cívil, o órgão fiscalizador pôde apurar que a companhia 1001 estava intercalando os ônibus com embarques da capital a Niterói, retardando o intervalo das viagens rodoviárias para o trajeto na Região dos Lagos do Rio, a mais de duas horas.

Com a lei em vigor, os ônibus deverão iniciar sua jornada a partir das 06h30, com intervalos de uma hora entre as paradas. A viação 1001 chegou ser autuada pela prática de seção, por utilizar do mesmo veículo que faz o trecho do Rio de Janeiro a Cabo Frio para transportar passageiros em Niterói. Para a ação, a prática é ilegal já que o percurso entre as duas cidades cariocas foi estabelecido por meio de uma linha própria, a qual os intervalos devem ser respeitados.

Para a justiça, a prática de seção ocasiona em atrasos nas viagens, já que os veículos rodoviários não partem de Niterói, como deveriam. A artimanha também torna o trajeto mais longo, porque os passageiros que embarcam pelo terminal do Rio são obrigados a aguardarem o embarque de quem sai de Niterói com destino a Cabo Frio. A companhia rodoviária se apega na justificativa de quem vem disponibilizando diariamente sete horários de ônibus além do que é previsto na liminar. Autuada, a viação 1001 disse que pratica 20 horários diários entre Niterói e Cabo Frio e que irá ajustar os 13 horários oficiais previstos na linha conforme determina a liminar. Os veículos também foram fiscalizados e passaram no teste.

 

Viação Itapemirim vende 40% da frota e se desfaz de 68 linhas

Crise Financeira atinge setor rodoviário.

Crise Financeira atinge setor rodoviário.

A crise financeira está tornando os dias de uma das maiores empresas rodoviárias do Brasil mais difíceis. Com intenção de salvar um pouco do que restou, a auto viação Itapemirim arriscou vender cerca de 40% dos seus ônibus rodoviários, além de abrir mão da operação de mais da metade de suas linhas interestaduais para outra companhia de ônibus, fundada pelo mesmo empresário, em Cachoeiro de Itapemirim. No total, das 118 linhas rodoviárias da “amarelinha”, 68 foram repassadas para a viação Kaissara, ou seja, 57% da fatia de mercado de atuação monopolizado pela Itapemirim, nas últimas décadas. Entre as linhas mais importantes estão os trajetos entre o eixo rodoviário Rio-São Paulo, além de Cachoeiro de Itapemirim ao Rio, e São Paulo a Curitiba.

Com a diminuição na procura pela compra das passagens rodoviárias, as auto viações brasileiras vêm enfrentando muita dificuldade com o aumento nos custos de operação, originados na compra dos pneus, combustível, pedágio e manutenção, enquanto as gratuidades são expandidas e o reajuste no valor dos bilhetes rodoviários não acompanha as despesas. A companhia Kaissara vai operar com 271 ônibus que eram da Itapemirim, além de assumir todas as obrigações trabalhistas de pelo menos mil funcionários que atuavam nas respectivas linhas transferidas. Numa tentativa de salvar a empresa, a fusão com os serviços da empresa Kaissara ajudariam a atrair novos investidores dispostos a creditar em uma nova marca.

Apesar disso, o chefe de operações da empresa rodoviária afirma que no momento as duas empresas trabalharam individualmente, como se fossem concorrentes. Segundo a Itapemirm, a Kaissara ficará integralmente responsável por regular o cumprimento do contrato vigente, respondendo por todo o passado, após a aquisição de parte significativa das 68 linhas rodoviárias. A transportadora ainda afirma que nenhum trabalhador seja prejudicado com a mudança, que é a migração foi pensada para garantir a manutenção de todos os cobradores e motoristas da Itapemirim, que hoje só atenderá 50 rotas rodoviárias. Apesar de afirmar que o número de linhas concedidas à viação parceria representa apenas 40% da frota da Itapemirim, sindicatos acreditam que a mudança chega a impactar em 80% no montante de veículos dispostos pela viação.